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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Cinzas das Horas


Cinzas das Horas



 Recolho pacientemente
 as cinzas das horas,
 que se acumulam friamente,
 nesse canto escuro
 e inconsciente da minha mente.
 Não há espaço
 onde eu possa esconder
 o meu pranto
 e a dor dessa espera
 se transformou tanto,
 que não sei mais
 se te amo como antes
 ou se são as cinzas das horas
 que se misturam ao meu desencanto.
 Fez-se noite,
 que cruel espera!!!
 Que faço agora,
 se já não vislumbro mais
 o raiar da aurora?
 Abro as janelas da minha alma
 e espalho ao vento,
 as cinzas dos meus sentimentos...


Débora Benvenuti
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