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domingo, 21 de novembro de 2010

A CONSCIÊNCIA E O CIGARRO

Blog de deborabenvenuti :Sonhos em Poemas, A CONSCIÊNCIA E O CIGARRO
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A Consciência e o Cigarro

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A Consciência sabia

o mal que o Cigarro fazia.

Mas isso não a impedia

de fumar um Cigarro

todo o dia.

Na carteira,

Uma frase advertia:

Fumar é prejudicial,

Causa Dependência

e Impotência Sexual.

Com o passar do tempo

a Consciência foi entristecendo.

Já não sabia mais

o que estava acontecendo.

O prazer que antes ela sentia,

aos pouco foi desaparecendo.

E quanto isso acontecia,

a Consciência ia entristecendo.

Sentia-se pálida e tremendo.

Seus desejos eram substituídos

pelo Cigarro que consumia.

E quanto mais fumava

mais percebia

que algo acontecia.

Já não conseguia

mais transar como queria.

Mas pensava que podia

tomar um Viagra

e o problema com o tempo,

desaparecia.

Só que isso nunca acontecia.

Tomar Viagra

já não mais resolvia.

Quem sabe tomar dois,

Fumar um cigarro depois.

Um pouco de álcool, quem sabe,

seria uma boa solução,

para resolver os problemas

que a Consciência sabia que existia,

mas que não admitia.

Enquanto o vício persistia,

a Consciência buscava no Cigarro

afogar as mágoas que sentia.

O Cigarro era seu Amigo,

disso ninguém discordava.

Ele era o companheiro inseparável

e dizia que ajudava.

- Se quiseres emagrecer

e mostrar a todos o seu poder,

dizia o Cigarro à Consciência

quando ela se sentia enfraquecer.

Fume-me até o dia amanhecer,

Jogue fora todos os seus princípios

Eu estou aqui e todos os seus

Problemas eu posso resolver.

E a Consciência assim procedia,

mesmo vendo o que acontecia.

Fumou tanto, até que um dia,

a tosse o acordou

quando o dia amanhecia.

A Consciência ouviu do médico

Tudo aquilo que já sabia...



Débora Benvenuti



sábado, 20 de novembro de 2010

O VENTO E AS CINZAS


O Vento e as Cinzas



O Vento soprava suavemente uma canção,
que se fazia ouvir docemente,
pelas Cinzas que se encontravam
espalhadas pelo chão.
Quanto mais próximo estava o Vento,
mais as Cinzas sentia-se
invadida pela emoção.
Queria erguer-se dali,
partir em nova direção,
mas tudo o que conseguia
era ficar ali, inerte,
a espera de que alguém
a tirasse dessa triste condição.
Ao ver o Vento se aproximar,
perguntou a ele se a podia ajudar,
ao que o Vento lhe perguntou,
curioso:
- O que posso fazer,
Para fazer você renascer?
- Sopre bem forte,
da melhor maneira que puder.
Quero daqui me levantar
e me transportar
para longe deste lugar.
O Vento então soprou bem forte
e carregou as Cinzas até bem alto,
até atingir os céus
e lá ela se transformou
em uma bela nuvem prateada.
Quando o vento sopra aquela mesma canção,
A nuvem se transforma em um belo coração.


Débora Benvenuti

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O SEQÜESTRO DA IMAGINAÇÃO

Blog de deborabenvenuti :Sonhos em Poemas, O SEQÜESTRO DA IMAGINAÇÃO
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O Seqüestro da Imaginação

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A imaginação estava desolada.

Queria escrever alguma coisa,

mas não saia nada.

Desta forma,

ela ficava inconformada.

Sabia que era muito requisitada

e qualquer coisa que imaginasse,

sempre se transformava

em versos,

que ela a todos contava.

Porém, algumas vezes

passava a noite acordada.

Espiava pelo buraco da fechadura

e percebia que alguém

sorrateiramente a espionava.

Isto não a intimidava

e na hora que acordava,

sentia-se reconfortada,

sabendo que podia imaginar

tudo o que quisesse

e para isso

fazia muitos versos.

E tantos versos fez

que a muitos encantou,

com essa forma simples

de dizer tudo o que pensou.

Sabendo disso

e depois de muita informação,

alguém seqüestrou a Imaginação

e a escondeu em outro site,

onde só quem entrava

possuía a chave do cadeado,

que ficava trancado a sete chaves.

Só quem sabia jogar

poderia naquele site entrar.

A Imaginação gritou por socorro,

sabendo que quem a criou,

nada entendia de jogo

e precisou de muito fôlego

para resolver a situação.

Depois de uma investigação sigilosa,

a Imaginação enfim,

Saiu vitoriosa.

Jogou o jogo cautelosa

e voltou às páginas de onde saíra

com uma menção honrosa.


Débora Benvenuti

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O BLOG FALANTE E O INFORMANTE



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O Blog Falante e o Informante

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Quando anoitecia

e todos dormiam,

era hora em que

muitas coisas aconteciam.

Sem saber que era observado

O Plágio aparecia

e muitos poemas do Blog,

desapareciam.

No outro dia,

em outra página

eles eram postados

por alguém que dizia

que não sabia

de onde eles eram clonados.

O Blog sempre avisava

ao visitante mal informado,

que os poemas ali postados

eram todos assinados.

Mesmo assim,

eles eram copiados.

E quem os copiava

sempre dizia

que jamais seriam identificados,

Ao que o Blog respondia...

Vai nessa...Vai nessa...

Cuidado que estás sendo

Observada...

Clonar o que não te pertence

Pode ser muito complicado...

  

Débora Benvenuti


Nota: Os meus poemas estavam sendo clonados

e publicados no site de jogos

www.clubecriativa.com.br

por alguém que se chama Vanessa



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