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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O Sonho e o Poema


O Sonho e o Poema



Madrugada.
 Luzes apagadas.
Era hora do Sonho
fazer o seu passeio
tão esperado.
Mas ainda precisava encontrar o seu parceiro,
 o cavalo alado,
porque era com ele que realizava
os mais fantásticos passeios.
Com ele viajava
nas asas da Imaginação.
E assim os dois iriam
até onde pudessem levar
os seus anseios.
Realizar tudo o que sonhassem.
Passear por lindos campos floridos,
encontrar o Amor mais querido
e com ele sonhar sonhos coloridos .
Andar em bosques encantados.
Beber água da fonte cristalina.
Amar na relva úmida de orvalho,
que caia de mansinho,
para não perturbar o Sonho,
que viajava ainda sonolenta
nas asas de seu parceiro,
que o transportava sem receio,
na sua imaginação.
Por onde passavam,
o Sonho se deliciava
com tudo que encontrava
e quanto mais pensava,
mais sonhos idealizava.
Mas ainda precisava encontrar
o seu amigo, o Poema,
porque quando o Sonho voltasse
 para casa,
precisaria ter quem contasse
o seu fantástico passeio.
E só quem poderia relatar
esses momentos mágicos,
era o seu amigo, o Poema.
Porém sem ele,
quando o Sonho acordasse,
tudo seria apagado
e seus belos momentos
ficariam esquecidos.
Por isso o Poema tinha nessa estória
o papel mais importante.
Mas só ele sozinho
não poderia dar conta do recado.
Precisaria ainda
de uma outra aliada,
que não poderia ser esquecida:
- A sua amiga, a Caneta,
que é quem ajuda o Poema
a contar os momentos
mais delicados
que o Sonho tenha sonhado...


Débora Benvenuti
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