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terça-feira, 20 de abril de 2010

A Magia do Lago



A Magia do Lago



Uma bela libélula,

depois de muito voar

por jardins e bosques floridos,

pousou no tronco de uma árvore para descansar.

Anoiteceu e os raios do luar iluminaram

um lago de águas límpidas e tranqüilas.

A libélula aproximou-se para observar

e viu o seu reflexo nas águas refletidos.

Surpreendeu-se ao perceber que não era

igual às outras libélulas que conhecia.

Havia algo de diferente e belo.

Ela era simplesmente uma mulher,

com asas tão transparentes que

somente os raios do luar passavam

por entre elas e seu reflexo brilhava no lago.

Por um momento,

ficou perplexa com sua imagem,

então entendeu por que

suas amigas sempre faziam

comentários quando a viam voar

livremente pelos ares.

Havia algo que ela queria entender:

- Por que tinha a forma humana e

possuía asas?

Desejou ser apenas uma mulher,

mas como se desfazer das asas,

que a impediam de ser como as outras

mulheres que conhecia?

Olhou novamente o seu reflexo no lago

e percebeu que a imagem ali refletida

dançava aos seus olhos e os raios de luar

escreviam palavras que emergiam do lago,

conforme o movimento das águas.

Começou a recolher as palavras,

a medida que elas surgiam e as

colocava na relva ao seu lado.

Percebeu então que uma mensagem

ali havia se formado:

" Se quiseres adquirir a forma humana,

perderás as tuas asas e jamais poderás

voar na tua imaginação"

No entanto, se quiseres manter esse dom,

terás que cumprir três coisas:

- Amar alguém com todo o teu coração;

- Fazer felizes todas as pessoas ao teu redor;

- Ser sábia em todas as tuas decisões.

Depois disso, as palavras desapareceram

e a libélula adormeceu profundamente

e só acordou com os raios de sol

aquecendo a sua pele.

Lembrou-se da noite anterior e foi

novamente olhar-se no lago.

Nada viu de diferente nela.

Apenas as suas asas haviam desaparecido.

Olhou ao seu redor e sentiu uma sensação

muito agradável tomando conta

de todo o seu ser.

Sentiu vontade de voar,

mas lembrou-se que não possuía mais asas.

Então percebeu que podia caminhar.

Sentiu-se livre...

Livre para voar na sua imaginação...



Débora Benvenuti
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